Mozart, Beatles, Gates e as 10.000 horas

Vale a pena ler os livros do Gladwell.
Qual é a chave do sucesso? Bom, é claro, precisaríamos definir o que é sucesso, assunto que ultimamente tem gerado várias interpretações. Mas, para simplificar, vamos entendê-lo como aquilo que caiu no gosto do grande público, o que é popular. Assim, as sinfonias de Mozart, as canções do Beatles e as janelas do Bill Gates servem de bom exemplo do que é pop.
Li recentemente o Outliers – Fora de Série, do Malcolm Gladwell. O livro discute sobre como algumas pessoas conseguiram destacar-se, ou seja, o que fizeram para ter sucesso. E, para isso, o autor discorre sobre a importância da cultura, da família, dos amigos, da origem dos antepassados e da época de nascimento como fatores determinantes no bom desempenho de seus projetos. Mas o grande ponto abordado é a regra das 10.000 horas, pesquisada por estudiosos.
Ela diz que, para atingir a excelência, você deve ter uma acúmulo de prática de 10.000 horas, o que equivaleria a 20h/semana em 10 anos ou 40h/semana em 5 anos. Tendemos a ser simplistas em nossas análises, achando que o sucesso e a genialidade são devidos exclusivamente à lapsos de criatividade, mas parece que o reconhecimento tem mais haver com suor do que com uma boa idéia.
Gladwell cita o exemplo de Mozart, reconhecido como um grande gênio. Ele começou a compor em torno dos 7 anos e é verdade que conhecemos algumas boas peças escritas na época da sua adolescência. Mas as grandes sinfonias foram escritas após os 21, quando ele já acumulava bem mais de 10.000 horas de treinos, composições e apresentações.
Os Beatles, antes de estourarem, sangravam os dedos tocando muito. Eles apresentaram-se ao vivo por mais de 1.200 vezes a convite de um dono de um bar em Hamburgo, Alemanha, entre 1960 e 1964. Lennon e McCartney somavam mais de 10 anos de composições em conjunto quando retornaram à Inglaterra e estouram no mundo. Na época, eles tocavam como ninguém.
Gates também teve o seu momento de ralação. Gladwell teve a oportunidade de entrevistá-lo e ele contou uma história bem inspiradora. Na época de sua adolescência, Gates teve a oportunidade de ter, em sua escola, uma computador disponível para fazer programações. Lembre-se que isso era na década de 70, momento histórico onde computadores eram raridade. Assim, passava todas as horas possíveis programando, mesmo em seu período de férias. A chance de ter este tempo de prática, a inspiração gerada por Steve Jobs e uma visão empresarial geraram a Microsoft e o Windows.
A esta altura, tenho certeza de que você já está calculando o número de horas que você já se dedicou ao que gosta. Lembre-se: para ser reconhecido, tenha disciplina, constância e dedicação. Esteja preparado para as oportunidades, pois este é o único fator do sucesso que você pode dominar. Os demais parecem ser casualidades.
Muito bom Nilzão. Lerei tal livro que parece ser muito interessante. E vamos em busca das 10000 horas.
Abraços
Meireles
alemeireles
25/05/2009 em 2:57 pm
Leia, vc vai gostar!
Abs, amigo!
Nilzo Andrade
25/05/2009 em 5:12 pm
Muito interessante este tópico. Estou chegando lá!
Heduan
25/05/2009 em 10:47 pm
Tenho certeza disso, Heduan! Mantenha a constância!
Nilzo Andrade
26/05/2009 em 8:36 am
Adorei o texto, vou comprar o livro, sabe lembro muito de vc, falando isso pra mim, sabe a história d agua mole em pedra dura…, Então deu certo,bjs
Simone
26/05/2009 em 5:42 pm
Nesse momento é o conhecimento que preciso adquirir, obrigada pela dica!!
Adriana
14/06/2009 em 7:25 pm
Que bom, Adriana! Fico feliz em poder contribuir.
Para manter-se atualizada, acesse a partir de http://www.oliderdossonhos.com.
Abs!
Nilzo Andrade
15/06/2009 em 1:10 pm
[...] 10.000 horas para se atingir a excelência. Blog do Nilzo Andrade, O Lider dos Sonhos. [...]
Yôga Julio Simões » Blog Archive » Merece um clique
26/06/2009 em 4:56 pm
[...] Mozart, Beatles, Gates e as 10.000 horas – Quer ser um bom blogueiro? Primeiro você terá que blogar durante esse tempo. Pelo menos. [...]
Dicas de 4.8.2010 a 6.8.2010 — QueroTerUmBlog.com!
06/08/2010 em 7:01 am
Fiz o curso do Prof Charles Watson aqui no Rio, na EAV e foi nesse curso que ouvi pela 1ª vez sobre as 10.000 horas. Excelente curso. Concordo e acrescento que junto às horas de imersão, prática, estudo e pesquisas, talvez mais outras 10.000 horas sejam necessárias, tipo horas extras, para viver em TODAS as nossas outras horas, pensando e relacionando às nossas atividades, os problemas principais que encontramos.
Seria algo como descansar carregando pedras. Algo como Leonardo Da Vinci, que dissecava corpos para saber como somos, por satisfação de seu espírito curioso e investigativo e aproveitou para acumular conhecimentos anatômicos para sua arte.
Jorge Cunha
19/08/2011 em 9:41 am