Dia do Trabalho: fim da escravidão?
Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida. Confúcio
Você não acha engraçado comemorar o Dia do Trabalho com… um feriado? Se o ganha-pão fosse prazeroso para a maioria das pessoas, não haveria a necessidade de ficar longe dele neste dia. A ansiedade pela folga reflete o desejo de fugir de uma relação que lembra àquela que foi abolida (pelo menos formalmente) há 120 anos.
Como diz o sociólogo italiano Domênico de Masi, um trabalho verdadeiramente prazeroso é aquele que você não saberia dizer onde está a froteira do estudo, do lazer e do próprio trabalho.
Para você refletir, aqui está um vídeo antiguinho (por isso a qualidade do imagem não é tão boa) com o Waldez Ludwig. Será que a relação senhor do engenho-capataz-escravo não existe mais?
Adorei o vídeo!
Tô aqui vendo todos os vídeos do Waldez no youtube.
A forma como ele trata a questão do empregado escravo é muito interessante, acredito eu que a grande maioria da população tenha essa mentalidade.
“As pessoas recebem pela sua raridade e não pela sua importância.”
Adorei, me fez ter mais certeza ainda de que devo trilhar minha carreira profissional baseada em algo que me estimule a cada dia, que me motive e, consequentemente, dê o melhor de mim.
Parabéns pelo blog!
Carmim
30/04/2009 em 2:58 pm
Carmim, o Waldez é muito engraçado, parece que vai ter um chilique!!! Como vc pensa na sua carreira de maneira consciente, leia o “O Ócio Criativo”, do de Masi. Acho q vc vai gostar.
Bj e obrigado pela leitura!
Nilzo Andrade
30/04/2009 em 3:12 pm
Nilzão, parabéns pelos seus textos, que estão cada vez melhores.
Gostaria de colocar uma história referente à união entre trabalho e prazer.
Quando eu fazia engenharia civil, curso no qual eu caí de para-quedas graças ao fato de ter que escolher uma profissão com 17 anos, eu me sentia mal por observar que colegas e amigos tinham encontrado o que gostavam de fazer, e eu não. Via-os realizados com seus afazeres, que em pouco tempo seriam suas profissões, e pensava comigo: será que eu nunca vou sentir prazer ao trabalhar? Será que terei que passar a vida toda fazendo algo por obrigação, para ter que ganhar dinheiro para viver?
Felizmente encontrei um estilo de vida fantástico que alimenta e viabiliza uma profissão maravilhosa, e por outro lado, uma profissão que tem como fundamento um nobilíssima filosofia, e que viabiliza-o. Me sinto muito feliz e privilegiado por trabalhar por prazer e fazer o que amo. Percebo também que aqueles mesmos amigos que estavam realizados com suas escolhas hoje já não estão mais tão felizes, provavelmente porque não têm um ideal superior.
Certo dia, durante uma conversa entre amigos na Unidade Centro Cívico, filiada à Uni-Yôga, eu disse que trabalho o dia todo e que vivo de férias. Os colegas instrutores que estavam presentes falaram que sentem a mesma coisa, então registramos esta frase que define a bem a realização que a grande maioiria dos instrutores do Método DeRose sente ao trabalhar.
Trabalho o dia todo, e vivo de férias.
* Detalhe: hoje, dia 1 de maio, além de ter descansado bem, feito meu esporte, curtido a família etc. vim trabalhar um pouquinho, afinal, estou de férias…hehe
Abraços…
Ric Poli
01/05/2009 em 7:22 pm
É isso mesmo, Ric. Nós, que somos instrutores do Método DeRose, temos a oportunidade de nunca sofrer do “mal do domingo à noite”, que assola tantas pessoas que não têm um ideal a ensinar nem satisfação no que fazem. Espero que, cada vez mais, levemos estes conhecimentos ao maior número de pessoas.
Abs e bom trabalho, quer dizer, boas férias!
Nilzo Andrade
01/05/2009 em 8:35 pm